Tomas foi um dos vencedores de espetáculo na rede Globo no programa do Faustão
Neste dia 4 de maio esteve se apresentando na cidade de Renascença o Mágico Fernando Javier Gordillo, conhecido no mundo artístico como mágico Tomas.
O espetáculo, promovido pela Divisão de Cultura, foi realizado no Centro de Eventos do parque Yara onde crianças das Escola Ida Kumer, Creche, Apae e e alunos da 5ª e 6ª série do Colégio Estadual foram ver de perto este grande espetáculo internacional.
A Prefeitura Municipal propôs o espetáculo gratuito para as crianças. Tomas que reside em Buenos Aires - Argentina esta realizando uma turnê na região Sudoeste, onde iniciou na cidade de Renascença a convite do chefe da Divisão de Cultura Vilmar Mazzetto. Crianças professores e o Prefeito José Kresteniuk participaram do espetáculo. Tomas veio de uma turnê recente de Santa Catarina.
Nestes vídeos o mágico faz alguns truques para a imprensa presente na eleição da 14ª Divisão Regional de Cultura do Paraná.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Vilmar Mazetto é reeleito presidente da 14ª Regional de Cultura do Paraná
Uma das iniciativas da 14ª divisão é a implantação e promoção do calendário regional de eventos
Vilmar Mazzetto, Diretor de Cultura de Renascença e novo coordenador da Regional, Marilda Secretária de Cultura de Pérola do Oeste e Vilson Dalla Costa, vice coordenador da cidade de Pato Branco.
Por Jornal O Sudoeste
Vilmar Mazzetto, Diretor de Cultura de Renascença e novo coordenador da Regional, Marilda Secretária de Cultura de Pérola do Oeste e Vilson Dalla Costa, vice coordenador da cidade de Pato Branco.Nesta terça-feira, 5, estiveram reunidos no Teatro Eunice Sartori – Espaço da Arte, em Francisco Beltrão, pouco mais da metade dos 42 Secretários de Cultura dos municípios pertencentes à 14ª Regional de Cultura do Paraná para votação, posse e reunião da nova diretoria presidida por Vilmar Mazetto, Secretário de Cultura do município de Renascença e vice Vilson Dalla Costa, Secretário de Cultura de Pato Branco. Segundo o presidente Vilmar Mazetto, o objetivo da reunião foi organizar os departamentos de cultura das prefeituras para promover grandes eventos para o sudoeste. Ainda segundo Vilson Dalla Costa, a 14ª divisão e a Secretaria Estadual de Cultura são parcerias para a viabilização de recursos para projetos em nossa região.
Na abertura os diretores de cultura do sudoeste foram agraciados com um número de ballet da escola Mirna Pecoits de Francisco Beltrão em uma cena da obra Dom Quixote. Posteriormente foi realizada a eleição onde os votos foram unânimes para os dois novos coordenadores.
Pedro Leite já está no ar, ou melhor, na rede
O compositor beltronense Pedro Leite, que está em Curitiba estudando direito, já publicou uma parte de sua miscelânea na rede mundial. Confira.
domingo, 10 de maio de 2009
Somos realmente libertos?
A liberdade é assegurada no art. 5º da Constituição Federal, que rege toda a sociedade, garantindo direitos e deveres, para conduzir o país ao bem comum, almeijando uma sociedade mais justa e igualitária.
Eis alguns trechos do art. 5º da Constituição de 1988: “... garantindo aos brasileiros... o direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança...” Em outro assunto assegura: “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos...”. Vemos que a base da nossa sociedade é fundamentada na liberdade, liberdade de pensamento, liberdade para ir e vir, liberdade para comprar, para ter, somos todos livres perante a lei.
Cada ser humano é livre para escolher a sua visão política, a sua religião, o seu caminho. A liberdade esta presente em variadas esferas, tanto econômica, cultural ou política, sendo então um princípio fundamental.
O pensamento Liberal Burguês adotou este princípio para justificar a ascensão social. Foi na revolução Industrial, iniciada no século XVIII, que a humanidade viu o prejuízo, a liberdade de fato tinha sido esquecida. Crianças estavam sendo postas a trabalhar, longas jornadas de trabalho em condições desumanas. Doenças, pragas, mortalidade infantil, o mundo virara um caos.
Com tempo foram surgindo direitos que prezam a liberdade humana, estabelecendo também limites até onde podemos ir, para não afetarmos a liberdade do próximo, visando à paz, a harmonia.
A palavra liberdade tem uma origem latina (libertas) e significa independência. Filosoficamente a liberdade está ligada ao livre arbítrio, ao poder de escolha, de decisão. A capacidade em julgar suas próprias ações tendo consciência dos seus atos, assumindo riscos. A capacidade de se comprometer.
Atualmente alguns mercenários espalhados pelo Brasil abusam de certa liberdade que gozam e roubam prefeituras, extorquem comerciantes, recebem a propina, afundam a economia na corrupção, esquecendo da ética e do bem comum. O que querem é uma ascensão social, um status.
Alguns dias atrás houve um caso de cárcere privado onde uma garota era amordaçada, amarrada e terrivelmente torturada. A autora das agressões teve vontade de torturá-la e posto em ação tais atitudes roubou daquela criança uma garantia fundamental, a liberdade, o direito de ir vir.
E assim com o tempo surgem novos pedidos de liberdade, os gays pela liberdade sexual, os biólogos que gritam pela liberdade de uma baleia e de um golfinho. Assim esperamos a liberdade, sem saber em que dia seremos totalmente livres.
Augusto Cesar Seifert
Eis alguns trechos do art. 5º da Constituição de 1988: “... garantindo aos brasileiros... o direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança...” Em outro assunto assegura: “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos...”. Vemos que a base da nossa sociedade é fundamentada na liberdade, liberdade de pensamento, liberdade para ir e vir, liberdade para comprar, para ter, somos todos livres perante a lei.
Cada ser humano é livre para escolher a sua visão política, a sua religião, o seu caminho. A liberdade esta presente em variadas esferas, tanto econômica, cultural ou política, sendo então um princípio fundamental.
O pensamento Liberal Burguês adotou este princípio para justificar a ascensão social. Foi na revolução Industrial, iniciada no século XVIII, que a humanidade viu o prejuízo, a liberdade de fato tinha sido esquecida. Crianças estavam sendo postas a trabalhar, longas jornadas de trabalho em condições desumanas. Doenças, pragas, mortalidade infantil, o mundo virara um caos.
Com tempo foram surgindo direitos que prezam a liberdade humana, estabelecendo também limites até onde podemos ir, para não afetarmos a liberdade do próximo, visando à paz, a harmonia.
A palavra liberdade tem uma origem latina (libertas) e significa independência. Filosoficamente a liberdade está ligada ao livre arbítrio, ao poder de escolha, de decisão. A capacidade em julgar suas próprias ações tendo consciência dos seus atos, assumindo riscos. A capacidade de se comprometer.
Atualmente alguns mercenários espalhados pelo Brasil abusam de certa liberdade que gozam e roubam prefeituras, extorquem comerciantes, recebem a propina, afundam a economia na corrupção, esquecendo da ética e do bem comum. O que querem é uma ascensão social, um status.
Alguns dias atrás houve um caso de cárcere privado onde uma garota era amordaçada, amarrada e terrivelmente torturada. A autora das agressões teve vontade de torturá-la e posto em ação tais atitudes roubou daquela criança uma garantia fundamental, a liberdade, o direito de ir vir.
E assim com o tempo surgem novos pedidos de liberdade, os gays pela liberdade sexual, os biólogos que gritam pela liberdade de uma baleia e de um golfinho. Assim esperamos a liberdade, sem saber em que dia seremos totalmente livres.
Augusto Cesar Seifert
sábado, 9 de maio de 2009
Documentário: A História do Rock Patobranquense
O documentário é desenvolvido por Roberto De Bortoli (Beto) e Gabrielle Viaceli. O Beto é compositor e marca presença em grandes bandas desta cidade: Madona Bege, Jardim Elétrico e Eu e Mais Dois. Por isso, o cara não só conheçe a fundo esta cena patobranquense como é um dos maiores guerreiros dela.
Entre os entrevistados para o filme, encontra-se Careca, da antiga banda Laranja Mecânica. Ele conta como eram os ensaios próximos ao Colégio das Irmãs, a maneira que as freiras reclamavam do barulho, enquanto, as alunas do Colégio - fanáticas pela banda - adoravam. O filme possui uma gravação de um show em cima de um caminhão, segundo Careca, essa festa era no terreno da Itabira, aonde é o Posto Panda.
O filme relata muitas experiências. A história da Jardim Elétrico, a mais antiga banda que continua tocando nas noites da cidade, contam que já foram proprietários de um bar com mesmo nome. Também mostra a primeira formação da Bicho de Pé, o pessoal novinho, tanto que, em uma gravação o Prof. Seco está extremamente magro, deduzi que foi nesse tempo que ganhou tal apelido. Entrevista com Otávio Keubeck, discos solo gravados, sua batalha em São Paulo - como ele passou na peneira do empresário Rick Bonadio. É incrível a história da Eu e Mais Dois, entrevista com Tayrone Matiello, as músicas "Frei Policarpo" e "Batman o Bonzão".
Entretanto, o que mais me chamou a atenção é a entrevista com Mario Tagliari, o despachante Palito. O cara organizou um festival chamado Estação Da Luz, participaram 32 bandas, todo mundo foi convidado, o equipamento de som custou uma nota e teve várias carretas que o trouxeram. Não só chamaram o cara de louco, mas também de "doente". Dentre as participantes do Festival estavam Titãs, Alceu Valença, Pepeu Gomes, Barão Vermelho e Bicho de Pé. Tinha de tudo: desde piazada que não sabia ligar a guitarra dividindo instrumentos com bandas de renome até pessoal vindo de toda parte do Brasil. Com certeza é o maior festival de rock'n'roll já organizado no sudoeste!
Esse documentário entrou para os filmes favoritos, muito bem feito e simples. Qualquer um que assistir pode perceber a dificuldade, porém o prazer, de trabalhar com cultura de qualidade no interior do Paraná. Realmente, Pato Branco tem muita história para contar...
Entre os entrevistados para o filme, encontra-se Careca, da antiga banda Laranja Mecânica. Ele conta como eram os ensaios próximos ao Colégio das Irmãs, a maneira que as freiras reclamavam do barulho, enquanto, as alunas do Colégio - fanáticas pela banda - adoravam. O filme possui uma gravação de um show em cima de um caminhão, segundo Careca, essa festa era no terreno da Itabira, aonde é o Posto Panda.
O filme relata muitas experiências. A história da Jardim Elétrico, a mais antiga banda que continua tocando nas noites da cidade, contam que já foram proprietários de um bar com mesmo nome. Também mostra a primeira formação da Bicho de Pé, o pessoal novinho, tanto que, em uma gravação o Prof. Seco está extremamente magro, deduzi que foi nesse tempo que ganhou tal apelido. Entrevista com Otávio Keubeck, discos solo gravados, sua batalha em São Paulo - como ele passou na peneira do empresário Rick Bonadio. É incrível a história da Eu e Mais Dois, entrevista com Tayrone Matiello, as músicas "Frei Policarpo" e "Batman o Bonzão".
Entretanto, o que mais me chamou a atenção é a entrevista com Mario Tagliari, o despachante Palito. O cara organizou um festival chamado Estação Da Luz, participaram 32 bandas, todo mundo foi convidado, o equipamento de som custou uma nota e teve várias carretas que o trouxeram. Não só chamaram o cara de louco, mas também de "doente". Dentre as participantes do Festival estavam Titãs, Alceu Valença, Pepeu Gomes, Barão Vermelho e Bicho de Pé. Tinha de tudo: desde piazada que não sabia ligar a guitarra dividindo instrumentos com bandas de renome até pessoal vindo de toda parte do Brasil. Com certeza é o maior festival de rock'n'roll já organizado no sudoeste!
Esse documentário entrou para os filmes favoritos, muito bem feito e simples. Qualquer um que assistir pode perceber a dificuldade, porém o prazer, de trabalhar com cultura de qualidade no interior do Paraná. Realmente, Pato Branco tem muita história para contar...
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O HOMEM QUE NÃO SE COMPADECE DOS MORTOS
Assim fiquei por um bom tempo em cima da cama. Invertebrado, como se no corpo me faltasse vida, com um pouco de fome e muito cansaço. As roupas se empapeciam por entre meus vãos. Meus antebraços estavam moídos embaixo de toda minha massa, uma massa inválida, reduzida, de bruços, quase penada. Esperei muito para convencer-me que deu certo, mas que decerto não valia à pena. Lamentar pelos outros, e perder a vida por ocasião de infaustos...
Meus chinelos desabavam dos pés e atingiam o chão como decreto da minha fraqueza. Era assim que eu cairia diante de vós. Como um calçado inválido, que já não veda a pele fria e cede diante da morte. Por sobre mim o vento trazia o suor de todo um verão. E junto com ele me atropelavam histórias, odores bem conhecidos e escárnios. A vida invadia meu submundo de tristeza, e uma fria mensagem ressoava entre a franja do travesseiro e a minha orelha: “Você é o único: O homem que não se compadece dos mortos”. Da mesma forma o rebarbe da cortina. Eu estava frito...
Não sabia, na mocidade, nenhum bocado sobre isso, mas já espetava minhocas em crucifixo, ponta de caniço, talo de roseira. Bobeira, sim. Mas, para mim, motivo de sorriso. Para o meu amigo, o Matador de Bichos Rasteiros, um capricho. Eu me sentia tão mais vivo com a morte! Tinha sorte, tinha idade. Naquele tempo esse vento escarnecido e violento, era como uma brisa sem sentido. Se eu soubesse que hoje esse maldito sopro invadiria meu quarto, já o haveria matado também. De esquecimento. Fui eu quem pôs fim a uma vida inteira de erros. Minhocas são a síntese do Homem. Tanto na questão diacrônica como na visão sensata. São corpos afilados onde a boca se confunde com a culatra, e o pensamento, se esvai por sacrifícios. Na mesma linha: Homens tem ofícios, Minhocas orifícios. O que é isso? Só o começo.
Depois vieram os pequenos bichos. Na ordem sucessiva: Cães, gatos e outras vidas. Sem piedade alguma, sem peso na consciência ou insônia. Água, sal, amônia. Um pedaço de carne com peçonha. Um filete com pó de belladonna, um coquete de mercúrio, cicuta, e até carbono de carro. Não foi de todo rude estudar veneno. Alfinete no feno, Belok-zoc na lavagem. Morte por paragem, epilepsia, surto e diarréia. Toda tarde uma estréia, no espetáculo agudo da minha idéia. Eu, o jovem mais frio e matador da cidade.
Já é o bastante, mas não se inculca por prefácio dessa doideira. Adulterei mamadeira, pus dejeto em lancheira, e, toda a sexta feira botava aquilo ou isto na merenda. Ora uma pedra, ora um rato. Ora cinqüenta e cinco mosquitos, ora um sapato. Até que, do referido fato, engasgou-se um novato. De óculos grotescos, cabelo russo, expressão neutra. Vieram os paramédicos, o pessoal do prédio e demais curiosos. O Novato ficou duro. E depois disso corou muito. Abriram-lhe uma fração do pescoço, e, para quem havia engolido um osso, ficou apenas o verbete: “Viu no que dá ser guloso?”. Eu ria. Ria como um sonso.
Não queira saber! Depois dos animais pequenos vieram tantos outros, em ocasiões tão mais abrangentes... Sumiço às cabras do vigário, Progesterex em aviário, café em aquário e até um dromedário. Não duvide que pus fim à todos eles. Sempre altivo, criativo e bruto. No meu caminho nunca houve um vulto, recessão ou arrependimento. Fiz maravilhas na arte do abate, do cheque mate, do arrebate. Depois de tudo ainda tomava um mate, sossegado. Um caçador de alegrias. Um adorador do vermelho-tomate. Ou sangue, na linguagem mais besta.
Demorou até que parasse com isso. Mas, quando então, aposentei o bodoque, a arma de contrachoque a espingarda. Dissipei numa só tarde mil arapucas, mil emplastros. Meti tudo num saco, dei nó e benção e empurrei num buraco. Acabou-se a vida de assassino. Voltei a ser um menino. A sentir frio nos pés e falsa sensação de amortecimento. De quando em vez ia ao centro, comprar blusas, armarinhos, ver o circo. “Que macaco, tagarela! Que leoa preguiçosa!” Mas que nada! Nunca mais me ocorreu matar tais bichos. A não ser um passarinho aqui ou acolá para relembrar o vício. Um ou dois, vocês hão de convir que é mixaria! Que dia é hoje? É verão? Olhe pela janela e veja se não. Drummond de Andrade era um, que só contava andorinha na mão.
Uma vez curado da peraltice, fiz o que se faz na meninice, que é namorar, ir a bailes. Amiguei-me mais da grande humanidade, conheci parcela importante da população. Aquele Novato, por exemplo, tinha um nome: Konstantin Alexandrovich. Conheci-o, numa peça. Perguntei-lhe, por maldade, sobre a cicatriz no pescoço. E Ele respondeu que foi um acidente, ainda na escola. Ri à beça. Mas, depois disso, encrespei o rosto, falei “maldito osso”, e viramos amigos. Naquele ano bebemos todas. No ano seguinte também. E assim, por se dizer, continuamos bebendo.
No entanto, e, enquanto isso, pessoas vêm morrendo. Hora por morte natural, hora por acidente. Também, pessoas vêm nascendo. Do mesmo efeito sofrem as flores que murcham e florescem. Os moinhos que sobem e descem. E os cata-ventos. Mas é pelos dutos da rua que somem os odores: casas que, pelos canos, fogem; vidas, que descem pelo ralo. E, neste contexto, também somem os Homens, um por um aos seus jazigos. Até se confundirem novamente com as Minhocas, que, em festim, cavoucam um labirinto em suas caixas torácicas, ocupando exatamente o lugar onde batia o coração!
Nada mais que fatos. Pois bem. E porque não choro? Apenas meu corpo amolece e me arrebata a preguiça. Não mando rezar missa, e nem faço matéria de cobiça. Pessoas vêm morrendo de injustiça. O jornal traz na capa: “Degustador de vinhos se afoga com uma cortiça”. Ou: ”O sub-prefeito morreu na Suíça”. E levam consigo os seus pertences. Tudo para o grande labirinto da terra, lá junto das bactérias.
P. Leite
Meus chinelos desabavam dos pés e atingiam o chão como decreto da minha fraqueza. Era assim que eu cairia diante de vós. Como um calçado inválido, que já não veda a pele fria e cede diante da morte. Por sobre mim o vento trazia o suor de todo um verão. E junto com ele me atropelavam histórias, odores bem conhecidos e escárnios. A vida invadia meu submundo de tristeza, e uma fria mensagem ressoava entre a franja do travesseiro e a minha orelha: “Você é o único: O homem que não se compadece dos mortos”. Da mesma forma o rebarbe da cortina. Eu estava frito...
Não sabia, na mocidade, nenhum bocado sobre isso, mas já espetava minhocas em crucifixo, ponta de caniço, talo de roseira. Bobeira, sim. Mas, para mim, motivo de sorriso. Para o meu amigo, o Matador de Bichos Rasteiros, um capricho. Eu me sentia tão mais vivo com a morte! Tinha sorte, tinha idade. Naquele tempo esse vento escarnecido e violento, era como uma brisa sem sentido. Se eu soubesse que hoje esse maldito sopro invadiria meu quarto, já o haveria matado também. De esquecimento. Fui eu quem pôs fim a uma vida inteira de erros. Minhocas são a síntese do Homem. Tanto na questão diacrônica como na visão sensata. São corpos afilados onde a boca se confunde com a culatra, e o pensamento, se esvai por sacrifícios. Na mesma linha: Homens tem ofícios, Minhocas orifícios. O que é isso? Só o começo.
Depois vieram os pequenos bichos. Na ordem sucessiva: Cães, gatos e outras vidas. Sem piedade alguma, sem peso na consciência ou insônia. Água, sal, amônia. Um pedaço de carne com peçonha. Um filete com pó de belladonna, um coquete de mercúrio, cicuta, e até carbono de carro. Não foi de todo rude estudar veneno. Alfinete no feno, Belok-zoc na lavagem. Morte por paragem, epilepsia, surto e diarréia. Toda tarde uma estréia, no espetáculo agudo da minha idéia. Eu, o jovem mais frio e matador da cidade.
Já é o bastante, mas não se inculca por prefácio dessa doideira. Adulterei mamadeira, pus dejeto em lancheira, e, toda a sexta feira botava aquilo ou isto na merenda. Ora uma pedra, ora um rato. Ora cinqüenta e cinco mosquitos, ora um sapato. Até que, do referido fato, engasgou-se um novato. De óculos grotescos, cabelo russo, expressão neutra. Vieram os paramédicos, o pessoal do prédio e demais curiosos. O Novato ficou duro. E depois disso corou muito. Abriram-lhe uma fração do pescoço, e, para quem havia engolido um osso, ficou apenas o verbete: “Viu no que dá ser guloso?”. Eu ria. Ria como um sonso.
Não queira saber! Depois dos animais pequenos vieram tantos outros, em ocasiões tão mais abrangentes... Sumiço às cabras do vigário, Progesterex em aviário, café em aquário e até um dromedário. Não duvide que pus fim à todos eles. Sempre altivo, criativo e bruto. No meu caminho nunca houve um vulto, recessão ou arrependimento. Fiz maravilhas na arte do abate, do cheque mate, do arrebate. Depois de tudo ainda tomava um mate, sossegado. Um caçador de alegrias. Um adorador do vermelho-tomate. Ou sangue, na linguagem mais besta.
Demorou até que parasse com isso. Mas, quando então, aposentei o bodoque, a arma de contrachoque a espingarda. Dissipei numa só tarde mil arapucas, mil emplastros. Meti tudo num saco, dei nó e benção e empurrei num buraco. Acabou-se a vida de assassino. Voltei a ser um menino. A sentir frio nos pés e falsa sensação de amortecimento. De quando em vez ia ao centro, comprar blusas, armarinhos, ver o circo. “Que macaco, tagarela! Que leoa preguiçosa!” Mas que nada! Nunca mais me ocorreu matar tais bichos. A não ser um passarinho aqui ou acolá para relembrar o vício. Um ou dois, vocês hão de convir que é mixaria! Que dia é hoje? É verão? Olhe pela janela e veja se não. Drummond de Andrade era um, que só contava andorinha na mão.
Uma vez curado da peraltice, fiz o que se faz na meninice, que é namorar, ir a bailes. Amiguei-me mais da grande humanidade, conheci parcela importante da população. Aquele Novato, por exemplo, tinha um nome: Konstantin Alexandrovich. Conheci-o, numa peça. Perguntei-lhe, por maldade, sobre a cicatriz no pescoço. E Ele respondeu que foi um acidente, ainda na escola. Ri à beça. Mas, depois disso, encrespei o rosto, falei “maldito osso”, e viramos amigos. Naquele ano bebemos todas. No ano seguinte também. E assim, por se dizer, continuamos bebendo.
No entanto, e, enquanto isso, pessoas vêm morrendo. Hora por morte natural, hora por acidente. Também, pessoas vêm nascendo. Do mesmo efeito sofrem as flores que murcham e florescem. Os moinhos que sobem e descem. E os cata-ventos. Mas é pelos dutos da rua que somem os odores: casas que, pelos canos, fogem; vidas, que descem pelo ralo. E, neste contexto, também somem os Homens, um por um aos seus jazigos. Até se confundirem novamente com as Minhocas, que, em festim, cavoucam um labirinto em suas caixas torácicas, ocupando exatamente o lugar onde batia o coração!
Nada mais que fatos. Pois bem. E porque não choro? Apenas meu corpo amolece e me arrebata a preguiça. Não mando rezar missa, e nem faço matéria de cobiça. Pessoas vêm morrendo de injustiça. O jornal traz na capa: “Degustador de vinhos se afoga com uma cortiça”. Ou: ”O sub-prefeito morreu na Suíça”. E levam consigo os seus pertences. Tudo para o grande labirinto da terra, lá junto das bactérias.
P. Leite
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Sobre legalização da maconha e otras cositas más
Por Lucas Carniel
Outro dia, numa aula de Sociologia da escola que estudo, veio à tona o assunto sobre a legalização da maconha. Tal qual não foi minha surpresa quando vi que a maioria dos meus colegas de classe são favoráveis ao uso da planta, afinal, ela tá tão alastrada no país e pelas mais diferentes classes sociais, que não faria mal nenhum liberá-la de uma vez, pois, os impostos gerados em cima de sua comercialização, poderiam ser revertidos em clínicas de recuperação alegaram eles.
Na hora não me ocorreu e mesmo que me viesse à mente não iria falar nada (às vezes é bom ficar quieto). Mas por acaso a liberação não iria aumentar o consumo? E mesmo que não aumentasse (pois iria aumentar a fiscalização, dizem os favoráveis. Burrice na minha opinião) o uso legal da maconha não seria porta de entrada para drogas mais pesadas, como haxixe, êxtase, cocaína e tantas outras, dificultando mais ainda a recuperação do viciado? Além disso, o comércio ilegal, aquele que não incidiria nenhum tipo de imposto, não iria morrer com a legalização, pelo contrário, aumentaria, pois a lucratividade para o traficante seria maior do que para o comerciante legal da droga que teria de pagar os impostos religiosamente.
Para não cometer o erro da hipocrisia não encherei o saco de vocês falando sobre minha experiência ou não-experiência com a cannabis, tão pouco farei aqueles sermões que tudo mundo tá mais do que acostumado a ouvir. Tentarei apenas levar informação e fazer com que vocês tirem suas próprias conclusões.
Esse papinho ridículo de “legalize já, uma erva natural não pode te prejudicar” é uma das maiores asneiras que ouvi em toda minha curta vida. Por acaso, o veneno que matou o maior filósofo da história, Sócrates, a cicuta, é uma plantinha, uma erva natural lindinha, bem cuti-cuti, que tipicamente, após uma hora da ingestão, causa a morte da pessoa, antes, porém, faz ela sofrer com dores de barriga horríveis (bem maior do que aquela que te deu quanto comeu melancia com leite e depois lavou a cabeça no banho. Quem não manda escutá a mãe?).
A segunda maior asneira que muito se ouve dos defensores da legalização da mardita é que ela não vicia (rsrsrsrs parece piada). Não vicia o cidadão que não fuma. Por mais que possa ser considerada um entorpecente leve, a cannabis causa dependência e, como já disse antes, serve de porta de entrada para drogas muito piores.
A terceira asneira é que a maconha faz bem para a saúde. Como diria meu personagem favorito dos livros, Forrest Gump, “uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa”, ou como diria um amigo meu, “não confundamos centavos novos, com sentar nos ovos”: a medicina até pode fazer uso de uma ou outra substância ativa da maconha e pode até encontrar elementos medicinais que, porventura, acabem por fazer bem no tratamento de algumas doenças, mas esse é o principio básico: quem nunca ouviu falar em Ciências, que o que diferencia o veneno do remédio é a quantidade que é ingerida?
Tornar a ervinha do capeta legal ou não, pelo menos para a minha limitada inteligência, não é uma questão de liberdade, como pregam os defensores da... digamos assim, causa e sim uma questão de saúde pública. E não me venham com esse papinho besta de que cada um sabe o que é melhor para si, que não vai colar.
Trabalhando em jornal a gente acaba se deparando com muitas histórias de pessoas que matam, roubam, furtam e fazem uma montoeira de barbaridades pra conseguir nem que seja uma grama da droga que é viciada. Conheci um homem, há alguns meses, que sofria com alcoolismo. Aliás, não apenas ele, como também a mulher, os cinco filhos, amigos mais chegados (ou os que sobraram). Ele sabia que era um homem doente, que deveria manter-se longe da cachaça a todo custo. Com certeza, nenhuma pessoa nessa mesma situação colaria cartazes nas ruas ou promoveria marchas incentivando a liberação do consumo de qualquer substância que destrua as faculdades mentais de seu usuário.
A corrente favorável virá me xingando, me chamando de quadrado e dizendo que em muitos países, inclusive de Primeiro Mundo, a droga é liberada, tais como Holanda, Bélgica, Alemanha (onde, inclusive, a cocaína é livre, o que aumentou consideravelmente seu uso) e Jamaica. Mas que chances isso teria de dar certo num país de dimensões continentais, como o Brasil?
Eu, pelo menos, não acharia nada legal se fosse dar uma volta no quarteirão de minha casa e visse meus vizinhos dando umas tragadas e ficando doidões. Gostaria menos ainda se visse minha irmã (já falei dela aqui, né?) com um baseado na boca e dizendo com aquela voz embargada: “Pô, mano!!!! Você não curte uma parada legal, não? Não qué pirá o cabeção, não??? Otááááário, hihihihihi!!!!!”. E acharia o cúmulo se um lazarento quisesse me vender um produto desses como se fosse a coisa mais natural do mundo. Já pensou como seriam as campanhas publicitárias (se é que elas poderão existir para esse tipo de produto) “Prove um cigarrinho do capeta e sinta-se nas nuvens” ou “Dê uma tragada e esqueça de todos os seus problemas”.
Mas eu estou falando aqui como se fosse uma coisa eminente e que estivesse logo ali, no mês que vem . Acredito que podem realizadas milhões de marchas e manifestações que a maconha jamais será legalizada. Se esse pessoal, que se empenha com tanta vontade pela conquista de suas reivindicações, canalizassem essa união e força de vontade para uma coisa mais justa viveríamos num país infinitamente melhor. Olha só: ao invés de “Legaliza a maconha já!!!!!”, eles erguessem as bandeiras de “Vamos acabar com a fome do mundo”; “Morte aos políticos corruptos” ou então “Vamos salvar o meio ambiente”. Não seria bem mais bonito? Quem sabe até eu, geralmente um cara bem discreto, tímido e que detesta qualquer tipo de atenção, pararia de escrever artigos de opinião como esse, e sairia às ruas com o pessoal, berrando à plenos pulmões estas causas que são muito mais justas.
P. S –O blog ficou muito mais massa assim : }
Outro dia, numa aula de Sociologia da escola que estudo, veio à tona o assunto sobre a legalização da maconha. Tal qual não foi minha surpresa quando vi que a maioria dos meus colegas de classe são favoráveis ao uso da planta, afinal, ela tá tão alastrada no país e pelas mais diferentes classes sociais, que não faria mal nenhum liberá-la de uma vez, pois, os impostos gerados em cima de sua comercialização, poderiam ser revertidos em clínicas de recuperação alegaram eles.
Na hora não me ocorreu e mesmo que me viesse à mente não iria falar nada (às vezes é bom ficar quieto). Mas por acaso a liberação não iria aumentar o consumo? E mesmo que não aumentasse (pois iria aumentar a fiscalização, dizem os favoráveis. Burrice na minha opinião) o uso legal da maconha não seria porta de entrada para drogas mais pesadas, como haxixe, êxtase, cocaína e tantas outras, dificultando mais ainda a recuperação do viciado? Além disso, o comércio ilegal, aquele que não incidiria nenhum tipo de imposto, não iria morrer com a legalização, pelo contrário, aumentaria, pois a lucratividade para o traficante seria maior do que para o comerciante legal da droga que teria de pagar os impostos religiosamente.
Para não cometer o erro da hipocrisia não encherei o saco de vocês falando sobre minha experiência ou não-experiência com a cannabis, tão pouco farei aqueles sermões que tudo mundo tá mais do que acostumado a ouvir. Tentarei apenas levar informação e fazer com que vocês tirem suas próprias conclusões.
Esse papinho ridículo de “legalize já, uma erva natural não pode te prejudicar” é uma das maiores asneiras que ouvi em toda minha curta vida. Por acaso, o veneno que matou o maior filósofo da história, Sócrates, a cicuta, é uma plantinha, uma erva natural lindinha, bem cuti-cuti, que tipicamente, após uma hora da ingestão, causa a morte da pessoa, antes, porém, faz ela sofrer com dores de barriga horríveis (bem maior do que aquela que te deu quanto comeu melancia com leite e depois lavou a cabeça no banho. Quem não manda escutá a mãe?).
A segunda maior asneira que muito se ouve dos defensores da legalização da mardita é que ela não vicia (rsrsrsrs parece piada). Não vicia o cidadão que não fuma. Por mais que possa ser considerada um entorpecente leve, a cannabis causa dependência e, como já disse antes, serve de porta de entrada para drogas muito piores.
A terceira asneira é que a maconha faz bem para a saúde. Como diria meu personagem favorito dos livros, Forrest Gump, “uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa”, ou como diria um amigo meu, “não confundamos centavos novos, com sentar nos ovos”: a medicina até pode fazer uso de uma ou outra substância ativa da maconha e pode até encontrar elementos medicinais que, porventura, acabem por fazer bem no tratamento de algumas doenças, mas esse é o principio básico: quem nunca ouviu falar em Ciências, que o que diferencia o veneno do remédio é a quantidade que é ingerida?
Tornar a ervinha do capeta legal ou não, pelo menos para a minha limitada inteligência, não é uma questão de liberdade, como pregam os defensores da... digamos assim, causa e sim uma questão de saúde pública. E não me venham com esse papinho besta de que cada um sabe o que é melhor para si, que não vai colar.
Trabalhando em jornal a gente acaba se deparando com muitas histórias de pessoas que matam, roubam, furtam e fazem uma montoeira de barbaridades pra conseguir nem que seja uma grama da droga que é viciada. Conheci um homem, há alguns meses, que sofria com alcoolismo. Aliás, não apenas ele, como também a mulher, os cinco filhos, amigos mais chegados (ou os que sobraram). Ele sabia que era um homem doente, que deveria manter-se longe da cachaça a todo custo. Com certeza, nenhuma pessoa nessa mesma situação colaria cartazes nas ruas ou promoveria marchas incentivando a liberação do consumo de qualquer substância que destrua as faculdades mentais de seu usuário.
A corrente favorável virá me xingando, me chamando de quadrado e dizendo que em muitos países, inclusive de Primeiro Mundo, a droga é liberada, tais como Holanda, Bélgica, Alemanha (onde, inclusive, a cocaína é livre, o que aumentou consideravelmente seu uso) e Jamaica. Mas que chances isso teria de dar certo num país de dimensões continentais, como o Brasil?
Eu, pelo menos, não acharia nada legal se fosse dar uma volta no quarteirão de minha casa e visse meus vizinhos dando umas tragadas e ficando doidões. Gostaria menos ainda se visse minha irmã (já falei dela aqui, né?) com um baseado na boca e dizendo com aquela voz embargada: “Pô, mano!!!! Você não curte uma parada legal, não? Não qué pirá o cabeção, não??? Otááááário, hihihihihi!!!!!”. E acharia o cúmulo se um lazarento quisesse me vender um produto desses como se fosse a coisa mais natural do mundo. Já pensou como seriam as campanhas publicitárias (se é que elas poderão existir para esse tipo de produto) “Prove um cigarrinho do capeta e sinta-se nas nuvens” ou “Dê uma tragada e esqueça de todos os seus problemas”.
Mas eu estou falando aqui como se fosse uma coisa eminente e que estivesse logo ali, no mês que vem . Acredito que podem realizadas milhões de marchas e manifestações que a maconha jamais será legalizada. Se esse pessoal, que se empenha com tanta vontade pela conquista de suas reivindicações, canalizassem essa união e força de vontade para uma coisa mais justa viveríamos num país infinitamente melhor. Olha só: ao invés de “Legaliza a maconha já!!!!!”, eles erguessem as bandeiras de “Vamos acabar com a fome do mundo”; “Morte aos políticos corruptos” ou então “Vamos salvar o meio ambiente”. Não seria bem mais bonito? Quem sabe até eu, geralmente um cara bem discreto, tímido e que detesta qualquer tipo de atenção, pararia de escrever artigos de opinião como esse, e sairia às ruas com o pessoal, berrando à plenos pulmões estas causas que são muito mais justas.
P. S –O blog ficou muito mais massa assim : }
Cenário do “Rock” Beltronense
O complexo musical é representado por compositores, interpretes, instrumentistas, escolas e professores de música, lojas de instrumentos, casas de shows, músicos profissionais e amadores. Podemos entender a cena musical como um arranjo produtivo local, é um conjunto de atores localizados em um mesmo território, desenvolvendo atividades correlatas e que apresentam vínculos de interação, cooperação e aprendizagem. A partir dessa sinergia gerada, fortalecem suas chances de sobrevivência e crescimento.
Há tempos atras (meados dos anos 80) quando o rock de Beltrão passava por sua fase embrionária, bandas como: Cano de Escape, Tumor Puss, Escória, Reba Z9 e Domínio Insano, agitavam as festinhas com seus equipamentos (toscos) de guerra. Por estarem situados no interior do Paraná, (uma localização roqueiramente desprivilegiada) ainda não usufruíam da grande tecnologia musical desta mesma década.
Nos anos 90 e começo da década seguinte, com condições talvez menos precárias, três bandas podem ser destacadas pelo saudoso mérito de ter gravado um álbum: a Profecia, que passou a ser chamada de Camonha, e posteriormente chamada de “Supresonique”, “Paraná Blues” e o “Chumbo Dirigível”. Não é o meu objetivo entrar no mérito das bandas, mas sim resgatar a efervescência da cena roqueira de Beltrão na época, onde na linha do tempo, não se encontra muito distante (quem tem no mínimo seus vinte e poucos anos, sabe muito bem do que falo), das inúmeras apresentações, dos fãs, bares e casas de shows, movimentação das festas e da juventude.
Chegando ao nosso presente “2000inove”, tempo da informação rápida, tecnologia de ponta, internet, mp3, etc..., é natural e necessário que os músicos e as bandas busquem obssessivamente novas fronteiras, oportunidades e o reconhecimento longe daqui. Mas quando fala-se conjunturalmente no cenário do Rock em Beltrão (fora de pessimismos), está tão dramática quanto a gripe suína. É por esse motivo que cito nomes como: Radiophonics, Chumbo Dirigível, Paraná Blues, Ozônios80, Rafaela & seus amores, Vitrola a gás, Gasoline, Máquina74, Sombra Sonora, Strevaria Death e tantas outras bandas e nomes importantes que colaboram diretamente para que o Rock cresça e aconteça em nossa cidade, inclusive “VOCÊ”.
Há tempos atras (meados dos anos 80) quando o rock de Beltrão passava por sua fase embrionária, bandas como: Cano de Escape, Tumor Puss, Escória, Reba Z9 e Domínio Insano, agitavam as festinhas com seus equipamentos (toscos) de guerra. Por estarem situados no interior do Paraná, (uma localização roqueiramente desprivilegiada) ainda não usufruíam da grande tecnologia musical desta mesma década.
Nos anos 90 e começo da década seguinte, com condições talvez menos precárias, três bandas podem ser destacadas pelo saudoso mérito de ter gravado um álbum: a Profecia, que passou a ser chamada de Camonha, e posteriormente chamada de “Supresonique”, “Paraná Blues” e o “Chumbo Dirigível”. Não é o meu objetivo entrar no mérito das bandas, mas sim resgatar a efervescência da cena roqueira de Beltrão na época, onde na linha do tempo, não se encontra muito distante (quem tem no mínimo seus vinte e poucos anos, sabe muito bem do que falo), das inúmeras apresentações, dos fãs, bares e casas de shows, movimentação das festas e da juventude.
Chegando ao nosso presente “2000inove”, tempo da informação rápida, tecnologia de ponta, internet, mp3, etc..., é natural e necessário que os músicos e as bandas busquem obssessivamente novas fronteiras, oportunidades e o reconhecimento longe daqui. Mas quando fala-se conjunturalmente no cenário do Rock em Beltrão (fora de pessimismos), está tão dramática quanto a gripe suína. É por esse motivo que cito nomes como: Radiophonics, Chumbo Dirigível, Paraná Blues, Ozônios80, Rafaela & seus amores, Vitrola a gás, Gasoline, Máquina74, Sombra Sonora, Strevaria Death e tantas outras bandas e nomes importantes que colaboram diretamente para que o Rock cresça e aconteça em nossa cidade, inclusive “VOCÊ”.
caso eu tenha esquecido alguma banda na citação, por favor lembre-me, obrigado.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Departamento de Cultura organiza festival de música sertaneja e popular
Numa iniciativa do Departamento Municipal de Cultura da Prefeitura Municipal de Santo Antonio do Sudoeste será realizado o Festival Municipal de Interpretação da Música Sertaneja e Popular nas categorias infantil e adulto nos dias 21, 22 e 23 de maio. Na oportunidade serão distribuídos aproximadamente cinco mil reais em prêmios para os melhores classificados e o evento será realizado no Salão de Festas da Capela do Divino Espírito Santo, no Bairro Entre Rios com animação da banda APK Brasil.
“Poderão participar do evento somente pessoas que comprovem residência no município de Santo Antonio do Sudoeste”, afirmou Vânia Maria Brescovici Badke, secretária municipal de cultura. Maiores informações poderão ser obtidas através dos telefones (46) 3563-2257 e 3563-8000.
“Poderão participar do evento somente pessoas que comprovem residência no município de Santo Antonio do Sudoeste”, afirmou Vânia Maria Brescovici Badke, secretária municipal de cultura. Maiores informações poderão ser obtidas através dos telefones (46) 3563-2257 e 3563-8000.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Nazareth em Pato Branco!
A banda Nazareth vai se apresentar no clube Pinheiros em Pato Branco. Entre os cabeças que tomaram a inciativa de trazer a banda escocesa para o sudoeste do Paraná está o Cali, da Associação Bar do Beti.
A sede da ABB fica próxima a câmara dos vereadores. É um bar - com secos e molhados - que reune grande parte dos artistas que dão o ar da graça na cidade. A banda Blindagem e a Syd Vinicius já foram bem recebidas nas tardes filosóficas antes do show. O Cali faz questão de tratar bem todo mundo.
Sobre a geração anos 70 e 80, acreditar que tal banda se apresente nesta cidade pode ser difícil, sei de muito tiozão que não consegue fazer cair a ficha, pois sempre tem um argumento do tipo: Deve ser algum cover.
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