quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

THE ARCHIVE: A maior coleção de discos do mundo

Paul Mawhinney é dono de um dos maiores tesouros da humanidade. Em sua casa ele possui uma sala onde se pode não somente conhecer a trajetória da indústria fonográfica, como também literalmente tocá-la e ouví-la. Esse americano de 70 anos é dono da maior coleção de vinis do mundo. São cerca de 2 milhões de discos; Tudo isso reunido em quase cinquenta anos de dedicação.

Entre as raridades, está o primeiro disco de vinil, fabricado em 1881. É impressionante imaginar o que só esse ítem representa para a história da música. A coleção de Paul é mostrada no documentário de curta-metragem "The Archive", do diretor Sean Dunne, lançado em 2009. No documentário, Paul fala sobre sua ligação com a música, sobre a história da sua coleção, e claro, mostra ítens curiosos e raros do seu acervo, como um disco dos Rolling Stones nunca lançado comercialmente.


Em um dos momentos mais emocionantes do documentário, o colecionador, que é praticamente cego devido a complicações da diabetes, tenta expressar a importância e a riqueza do seu acervo. A coleção de discos de Paul Mawhinney está avaliada em 50 milhões de dólares, no entanto ele está pedindo apenas 3 milhões. Até a conclusão do documentário não haviam interessados.

Confira um trecho de The Archive:



Meu Negócio é Rock n´Roll

Collector´s Room

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Podcast: Rádio Patópolis está no ar


O bate-papo gravado no Mali Pub, em Pato Branco, rendeu um programa bem bacana. Para ser direcionado a página do dele, basta clicar aqui.


Além disso, é possível ouvir músicas das bandas:
  • Jardim Elétrico
  • Paraná Blues
  • Eu e mais dois
  • Tango ou Mambo
  • Amarelo Patrola
  • Le Socian


Em breve, novos programas.


maiores informações no post "Rock in Pato Branco", dia 25 de Janeiro de 2010.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Rock in Pato Branco

“Quando eu olhei, saiu um cavalo branco do meio do mato, e nele tava pintado Black Sabbath”. Não, essa não foi uma frase oriunda de uma viagem lisérgica, tal fato foi relatado pelo jornalista Rafael Barzotto, ao lembrar momentos marcantes do festival Rock in Ruzza, que agitou a cena roqueira patobranquense nos anos 90. Essa e outras histórias foram lembradas no Podcast sobre o rock em Pato Branco, gravado no dia 14 de janeiro no Mali Pub. O Podcast foi produzido pela equipe do site Pato Branco.net, em parceria com a fanzine Sindromina.





O Rock n Roll já possui uma extensa trajetória em nossa cidade e região. Parte dessa história foi resgatada pelo músico Beto de Bortolli, no documentário que o mesmo produziu sobre o gênero em nossa cidade. Ele que inclusive ajudou a escrever capítulos dessa história, ao ser vocalista e compositor da banda Eu e Mais Dois, Madona Bege e por ter tocado com o Jardim Elétrico que, possivelmente, são os grandes dinossauros do rock patobranquense.




Beto esteve presente na gravação do programa, onde aproveitou para contar um pouco da sua ligação com a música e sobre o seu documentário. Também estiveram presentes o cartunista e editor da fanzine Sindromina Rodrigo Mello Campos, os músicos da banda Le Socian, Leonardo Fantinel e Diego da Cruz, o publicitário Noah Mera (apresentador do podcast) o já citado Rafael Barzotto, convidados, e eu, Nelson Junior.

Na descontraída gravação rolaram muitas lembranças dos festivais que já aconteceram por essas “bandas”, como o Rock in Ruzza, Estação da Luz e Rock´n Roll Night. Foram lembrados também grandes shows já realizados na capital do sudoeste como o de Roberto Carlos e Raul Seixas. Beto conta que Raul tocou apenas duas ou três músicas e caiu do banquinho, encerrando o show. Quando aportou por aqui, o maluco beleza já estava passando por problemas sérios de alcoolismo. Mais recentemente, Nazareth e Paul Dianno também desembarcaram na região. Do rock nacional a lista de bandas e artistas que já se apresentaram no sudoeste é até extensa: Barão vermelho, Titãs, Paralamas do Sucesso (show em Francisco Beltrão), Tianastácia, Nando Reis (também em Beltrão), entre outros.

Influências também foi outro assunto debatido. The Beatles, Rolling Stones, The Who, Pink Floyd, são algumas das bandas mais presentes no hall de inspirações dos rockers patobranquenses. Leonardo e Diego, da banda Le Socian representam o grupo de músicos mais influenciados pelos anos oitenta e noventa. Nirvana, Soundgarden, Red Hot Chilli Peppers entre outras ajudaram a fazer a cabeça dessa nova geração. Foram lembrados ,também, o grupo de patobranquenses que se dedica ao rock mais pesado, com influências indo do Heavy ao Trash Metal. Os festivais regionais Metal Massacre e Noel Rock são mais voltados para esse público.



Muitas bandas de Pato Branco e da região foram lembradas na gravação do Podcast; Jardim Elétrico, Eu e Mais Dois, Bixo de Pé, Radiophonics, Paraná Blues, Vitrola a Gás, Otávio Keulbeck, Tango ou Mambo e Amarelo Patrola, esta que em 2006 foi uma das bandas que encabeçou o “ressurgimento” do rock, que estava meio estagnado em nossa cidade.

Certamente muita coisa e muitas bandas não foram citadas no programa, seria difícil abarcar tudo em apenas uma hora de conversa. Daqui a alguns dias o podcast Rock em Pato Branco estará disponível para audição no Pato Branco.net, lá você poderá conferir em detalhes essas e outra histórias, como a do dia em que o disco da vaca (Atom Heart Mother - 1970) do Pink Floyd, foi comprado como disco de música sertaneja.


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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Documentário sobre o Arnaldo Baptista

Ainda não tive a oportunidade de assistir o filme sobre um o Arnaldo, mentor dos Mutantes. Mas aí vai o trailer

domingo, 6 de dezembro de 2009

O grito que ecoa no papel: fanzines e cartuns narram a realidade social

por Jozieli Wolff



Mãos habilidosas e uma mente criativa talvez sejam as características fundamentes dos fanzineiros e cartunistas, que em pleno século XXI ainda espalham criatividade e opiniões no formato de histórias em quadrinhos, cujas narrativas recebem temáticas e traços que refletem, muitas vezes, um posicionamento social.


“Há um lindo manifesto no site da editora Nona Arte, dizendo que, se você não tem dinheiro para publicar um livro em papel couchet, você pode publicar um panfleto de um quarto de folha A4, pois o importante é se expressar”, o dono da frase é o cartunista Rodrigo Mello, um dos fanzineiros que resistem ao século XXI. O pato-branquense de 19 anos, ao produzir fanzines harmonizou desenho e impressões pessoais perante a realidade social.


As primeiras fanzines surgiram nos Estados Unidos na metade do século XX. No Brasil esses pequenos boletins chegaram na década de 1960. Rodrigo explica que “as fanzines são revistas que seguem o lema do “faça você mesmo”, famoso pelo movimento punk. Elas podem ser uma revista com ótima qualidade de papel e diagramação, ou até uma simples fotocópia”.


Cartunistas: fabricantes de piadas em traços

Revista Sarau - Parte 02 - curvas8 cópiaoo

Rodrigo desenha desde criança, mas foi com 14 anos que seus traços começaram a ganhar expressão. Foi assistindo aulas de história em quadrinhos que ele começou a aperfeiçoar sua técnica, embora suas estórias passem longe dos contextos heroicos. Hoje ele realiza oficinas de desenho em eventos locais, em colégios e faculdades. E não se surpreenda se um dia ao comprar um livro você, leitor, volte para casa com um desenho bem humorado nas mãos, pois Rodrigo faz caricaturas para os clientes de uma livraria de Pato Branco.


Os autores atrás do papel muitas vezes produzem diversas técnicas de desenho, como o cartum. “A princípio, parece fácil desenhar um cartum, pois os traços geralmente são bem rabiscados e simples. Acontece que o traço simples agiliza a leitura e compreensão, deixando a piada engraçada: o cartunista não é só um desenhista de rabiscos, ele precisa estar informado e aplicar a piada no papel de maneira interessante. Devido a dificuldade de fazer charge, existem poucos cartunistas no mercado brasileiro”, destaca Rodrigo.


O jovem desenhista explica que o cartunista pode ser o desenhista de humor, que faz caricaturas ou desenhos com traços humorísticos, entretanto, também é o termo utilizado para descrever qualquer desenhista de história em quadrinhos. “O termo “cartoon” é amplo, surgiu na Inglaterra, para descrever os desenhos estereotipados e com fortes doses de humor e ironias aos desenhados. No Brasil, o maior nome deste estilo é Angelo Agostini, italiano que firmou carreira satirizando Dom Pedro II, os grandes coronéis e a Escravidão. Além de fazer charges para jornais, publicou a “Revista Ilustrada”, que é uma seqüência de charges, formando a primeira história em quadrinhos do Brasil, e uma das primeiras do mundo”, destaca.



Sindromina


O contato e a identificação de Rodrigo com o formato fanzine aconteceu em meados de 2003.

“Quando entrei em contato com as revistas underground da década de 80 (de autores como Angeli, Lourenço Mutarelli e Laerte) me identifiquei demais, e quando conheci o formato fanzine, conheci a maneira que publicaria meus quadrinhos”, relembra.

capa.contracap

Rodrigo, com o apoio de amigos e desconhecidos, publicou em 2007 a revista até então “sem-pé-nem-cabeça”, com 12 páginas e de nome pitoresco: Sindromina. A revista é independente, e está indo para a terceira edição. “Meu objetivo é mostrar para as pessoas da região que produção cultural não precisa ser milionária nem falar difícil. O importante é botar para fora o que está entalado na garganta, tocar o sentimento e provocar reações. Gosto de ser um fanzineiro em pleno século XXI”, revela.


Na primeira edição a produção gráfica foi realizada toda a mão. A fanzine conta a estória de uma menina que vive triste numa pequena cidade, em um futuro distante. Extremamente pressionada pelos pais para estudar ela acaba se vendo com um futuro planejado por eles. Rodrigo colocou na narrativa algumas críticas ao consumismo, a superproteção e a vigilância dos pais. Também acrescentou algumas referências do cinema e da música, e ainda dois poemas dos amigos João Faccio e Diego da Cruz. “Nesse ano eu era vestibulando e acredito que coloquei os anseios da minha turma nesta revista”, frisa.


A música deu a estética da segunda edição da fanzine, publicada em 2008 e diagramada no computador. Na capa há um parasita, Tênia (solitária), tocando gaita de boca, “um blues para passar a solidão”, frisa Rodrigo. Os personagens que compõem a fanzine são: El Justicero ié, ié, ié (inspirado na música dos mutantes), o Parasita(alguém tentando suícidio) e a Sindromina (que nessa edição está adulta). “O legal foi que mais pessoas participaram, mandando fotos, contos e até xilogravura. Lembro que quando publiquei, tinha largado a faculdade e me sentia como um verme, por isso a capa daquela maneira”.


A terceira Sindromina não terá um tom de “protesto” como as outras edições. A temática será “Mochilão, Caronas e Lugares Inusitados”, inspirada no livro On The Road, de Jack Kerouac. Nessa edição Rodrigo contou com a colaboração de Gabriela Titon que o ajudou a organizar o conteúdo, além de amigos que contribuíram com diversos materiais, pois, além dos quadrinhos, a publicação terá fotografias, contos e poemas ilustrados, uma Hq e arte digital. Mas os destaques serão as entrevistas com o jornalista viajante Leandro Taques e com o músico Renato Ladeira, da lendária banda A Bolha. “Desta vez as pessoas se convidaram pra participar, significa que o projeto Sindromina ganhou alguma notoriedade”. Esta edição será lançada dia 11 de dezembro, no Bar El Pancho (em Pato Branco), ao som do bom e velho rock'n roll da banda Jardim Elétrico.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Beds Are Burning: Rock em prol do clima

Artistas em prol do combate ao aquecimento global gravaram essa versão de "Beds are Burning", clássico do Midnight Oil, para a campanha TckTckTck, projeto de ativismo livre da Campanha Global para a Ação Climática (Global Campaign for Climate Action – AGAC. O projeto busca exigir acordos eficazes durante a Cúpula do Clima, que será realizada no dia 09 de dezembro em Copenhaguem, Dinamarca.

Scorpions e Duran Duran participam do vídeo...



Fonte: Vivo Verde

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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

AC/DC no Brasil

Daqui a algumas horas o estádio do Morumbi vai ser sacudido pela banda mais escarrada do mundo. Eu não vou estar lá, pena, maldita falta de grana. O AC/DC é uma das bandas que mais leva seguidores para o universo Rock n´Roll. Uma banda básica. Esse termo eu eu ouvi de especialistas no assunto em um dos Poeiracasts; Básica não por ser simples, mas por ter sido a banda que iniciou muitos guris e gurias na música pesada, no meu caso eles foram uma das primeiras. Conferir o show do AC/DC (e acompanhar o trabalho da banda) vale a pena por vários motivos, alguns bem óbvios, vou citar alguns.


Os australianos fazem parte do Hall de dinossauros do rock ainda na ativa depois de décadas de carreira. A gangue dos irmãos Young continua a todo vapor, e com uma vitalidade e atitude (fundamental pra fazer rock!!) de dar inveja a muitas bandinhas atuais de travestidas com cachecois. Angus Young, com suas loucuras no palco, sozinho já vale por uns cinco...bom, não tem como comparar, mas quem me conhece já sabe o nome de pelo menos uns três para colocar nessas reticências.

Apesar de ter um som repetitivo, a banda foi responsável por pelo menos três dos melhores álbuns de rock de todos os tempos, Highway to Hell (1979), Back in Black (1980) e High Voltage (1976). Outros álbuns também valem ser conferidos como For Those About to Rock (We Salute You)(1981) e Powerage (1978), mas pra mim os três ali em cima são a santíssima trindade da banda.

O AC/DC é também um dos poucos grupos que conseguiu manter o mesmo sucesso (até maior em alguns momentos) após a saída de seu vocalista, no caso, após a morte de Bon Scott, em 1980, por sufocamento com o próprio vômito, em decorrência de um coma alcoólico. Scott que havia imortalizado sua voz no maior clássico dos caras, Highway to Hell, um ano antes.


A morte de Scott aconteceu no momento de maior sucesso da banda. Sem decepcionar os fãs o substituto, Brian Johnson, colocou sua voz no disco de rock pesado mais vendido da história, Back in Black, mantendo a banda no topo após a grande tragédia. Back in Black foi a melhor forma de homenagear o companheiro falecido, por quem os "sinos do inferno" dobram logo no início do trabalho.

Pra quem vai ver, bom show, tenho certeza que vai ser um grande espetáculo (só os canhões em For Those About to Rock já são de arrepiar), eu vou ficar aqui, imaginando ehhe...

...e o Metallica vêm aí!!




AC/DC ao vivo no Monsters of Rock, Moscou, 1991.

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domingo, 1 de novembro de 2009

Matriz São Pedro Apóstolo: Uma História que o Povo Construiu

O Documentário Matriz São Pedro Apóstolo foi produzido por acadêmicos do 4º Período (2º semestre de 2008) do curso de Jornalismo da FADEP, e foi finalista do Expocom Sul 2009 na categoria, Mostra competitiva do X Congresso de Ciências da Comunicação na Região Sul (Intercom Sul)realizado em Blumenau-SC.

Sinopse:
O documentário Matriz São Pedro Apóstolo, uma história que o povo construiu, apresenta a história da construção da Matriz São Pedro Apóstolo, localizada em Pato Branco, uma cidade do interior do Estado do Paraná. Até aí, nada de extraordinário, pois toda cidade de interior que se preze tem uma igreja na sua pacata praça central. No entanto, quando a história da Igreja representa o desenvolvimento e componentes culturais de uma cidade, presentes até hoje, temos, então, uma boa gama de relatos e material suficiente para compor um documentário. O fato é que homens e mulheres trabalharam por essa conquista. Cada pilar, cada parede, formam a estrutura da Matriz que, além de representar a fé, se tornou o símbolo do desenvolvimento, da religião e da cultura da cidade. Hoje a Igreja Matriz é o cartão postal de Pato Branco.




Ficha Técnica:

Direção Geral
Nelson Junior

Direção de Arte:
Alzira Silvério
Ediéli Maziero

Direção Musical:
Indianara Paes

Direção Fotográfica:
Claudia Bahls

Edição e Roteiro:
Aline Nichelle
Alzira Silvério
Claudia Bahls
Ediéli Maziero
Indianara Paes
Nelson Junior

Narração:
Claudia Bahls

Imagens:
Rodinei dos Santos
Fausto Rossi

Assistente de Produção:
Juliane Curioni

Trilhas Sonoras:
Regina Spektor
Madredeus
Luar de Lumbre

Edição de Imagens:
Indianara Paes
Rodinei dos Santos

Fundamentação teórica, Paper e sinopse
Jozieli Wolff

Profº Responsável
Gelson Barbosa

Banco de Imagens
Foto Rudi
Foto Líder
Foto José Dalmolin
Foto Osmar Macagnan
Tv Itapuã

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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

O Faroeste à Italiana de Giancarlo Rufatto



Como você sabe quando um artista atingiu sua maturidade criativa? – Algo que é construído durante anos de referencias acumuladas, treinamento e refinamento. Felizmente pude acompanhar esse processo com o bom amigo Gian. Foi com “O Homem da Casa” que caiu a ficha: “-Caralho, o Gian ta pronto!”


Logo depois ele apareceria com a “Hotel Avenida” – uma banda de Alt.Country. Esqueça os topetes e as franjas que nossos artistas “do campo” importaram dos análogos americanos, o alt.Country é um estilo de música que ganhou força nos anos 90, com artistas como a banda Whiskeytowne seu vocalista Ryan Adams - tem uma pegada e estética mais roqueira e “sem frescuras” com letras mais obscuras, longe dos fracos boleros da turma do nosso sertanejo. O estilo nunca pegou no Brasil (exceto pelo insuspeito fenômeno juvenil Malu Magalhães).


O recém lançado EP ao vivo pelo projeto acústico mundo livre FM é mais um passo rumo a essa consistência artística, apoiado na experiência e competência da banda de apoio que formava a veterana banda curitibana “OAEOZ”. As sete músicas têm uma unidade e qualidade excepcionais com destaque para “Zelo”, “Um centavo” e “Só o amor pode partir seus joelhos” – a versão para o clássico Kitsch “Nuvem de lágrimas” é a curiosidade do álbum.


Falando de amor deixando a pieguice de lado a Hotel Avenida está para as bandas Emo e Sertanejos Universitários assim como os filmes do nosso velho herói do “Western Spaghetti”, Clint Eastwood, estão para as comédias românticas e blockbusters americanos – Num mundo de metrossexuais e emos, um alivio para os machos sensíveis que ainda restam. (texto: Noah Mera)


Para baixar o Album, basta clicar na imagem.