sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Documentário sobre o Arnaldo Baptista

Ainda não tive a oportunidade de assistir o filme sobre um o Arnaldo, mentor dos Mutantes. Mas aí vai o trailer

domingo, 6 de dezembro de 2009

O grito que ecoa no papel: fanzines e cartuns narram a realidade social

por Jozieli Wolff



Mãos habilidosas e uma mente criativa talvez sejam as características fundamentes dos fanzineiros e cartunistas, que em pleno século XXI ainda espalham criatividade e opiniões no formato de histórias em quadrinhos, cujas narrativas recebem temáticas e traços que refletem, muitas vezes, um posicionamento social.


“Há um lindo manifesto no site da editora Nona Arte, dizendo que, se você não tem dinheiro para publicar um livro em papel couchet, você pode publicar um panfleto de um quarto de folha A4, pois o importante é se expressar”, o dono da frase é o cartunista Rodrigo Mello, um dos fanzineiros que resistem ao século XXI. O pato-branquense de 19 anos, ao produzir fanzines harmonizou desenho e impressões pessoais perante a realidade social.


As primeiras fanzines surgiram nos Estados Unidos na metade do século XX. No Brasil esses pequenos boletins chegaram na década de 1960. Rodrigo explica que “as fanzines são revistas que seguem o lema do “faça você mesmo”, famoso pelo movimento punk. Elas podem ser uma revista com ótima qualidade de papel e diagramação, ou até uma simples fotocópia”.


Cartunistas: fabricantes de piadas em traços

Revista Sarau - Parte 02 - curvas8 cópiaoo

Rodrigo desenha desde criança, mas foi com 14 anos que seus traços começaram a ganhar expressão. Foi assistindo aulas de história em quadrinhos que ele começou a aperfeiçoar sua técnica, embora suas estórias passem longe dos contextos heroicos. Hoje ele realiza oficinas de desenho em eventos locais, em colégios e faculdades. E não se surpreenda se um dia ao comprar um livro você, leitor, volte para casa com um desenho bem humorado nas mãos, pois Rodrigo faz caricaturas para os clientes de uma livraria de Pato Branco.


Os autores atrás do papel muitas vezes produzem diversas técnicas de desenho, como o cartum. “A princípio, parece fácil desenhar um cartum, pois os traços geralmente são bem rabiscados e simples. Acontece que o traço simples agiliza a leitura e compreensão, deixando a piada engraçada: o cartunista não é só um desenhista de rabiscos, ele precisa estar informado e aplicar a piada no papel de maneira interessante. Devido a dificuldade de fazer charge, existem poucos cartunistas no mercado brasileiro”, destaca Rodrigo.


O jovem desenhista explica que o cartunista pode ser o desenhista de humor, que faz caricaturas ou desenhos com traços humorísticos, entretanto, também é o termo utilizado para descrever qualquer desenhista de história em quadrinhos. “O termo “cartoon” é amplo, surgiu na Inglaterra, para descrever os desenhos estereotipados e com fortes doses de humor e ironias aos desenhados. No Brasil, o maior nome deste estilo é Angelo Agostini, italiano que firmou carreira satirizando Dom Pedro II, os grandes coronéis e a Escravidão. Além de fazer charges para jornais, publicou a “Revista Ilustrada”, que é uma seqüência de charges, formando a primeira história em quadrinhos do Brasil, e uma das primeiras do mundo”, destaca.



Sindromina


O contato e a identificação de Rodrigo com o formato fanzine aconteceu em meados de 2003.

“Quando entrei em contato com as revistas underground da década de 80 (de autores como Angeli, Lourenço Mutarelli e Laerte) me identifiquei demais, e quando conheci o formato fanzine, conheci a maneira que publicaria meus quadrinhos”, relembra.

capa.contracap

Rodrigo, com o apoio de amigos e desconhecidos, publicou em 2007 a revista até então “sem-pé-nem-cabeça”, com 12 páginas e de nome pitoresco: Sindromina. A revista é independente, e está indo para a terceira edição. “Meu objetivo é mostrar para as pessoas da região que produção cultural não precisa ser milionária nem falar difícil. O importante é botar para fora o que está entalado na garganta, tocar o sentimento e provocar reações. Gosto de ser um fanzineiro em pleno século XXI”, revela.


Na primeira edição a produção gráfica foi realizada toda a mão. A fanzine conta a estória de uma menina que vive triste numa pequena cidade, em um futuro distante. Extremamente pressionada pelos pais para estudar ela acaba se vendo com um futuro planejado por eles. Rodrigo colocou na narrativa algumas críticas ao consumismo, a superproteção e a vigilância dos pais. Também acrescentou algumas referências do cinema e da música, e ainda dois poemas dos amigos João Faccio e Diego da Cruz. “Nesse ano eu era vestibulando e acredito que coloquei os anseios da minha turma nesta revista”, frisa.


A música deu a estética da segunda edição da fanzine, publicada em 2008 e diagramada no computador. Na capa há um parasita, Tênia (solitária), tocando gaita de boca, “um blues para passar a solidão”, frisa Rodrigo. Os personagens que compõem a fanzine são: El Justicero ié, ié, ié (inspirado na música dos mutantes), o Parasita(alguém tentando suícidio) e a Sindromina (que nessa edição está adulta). “O legal foi que mais pessoas participaram, mandando fotos, contos e até xilogravura. Lembro que quando publiquei, tinha largado a faculdade e me sentia como um verme, por isso a capa daquela maneira”.


A terceira Sindromina não terá um tom de “protesto” como as outras edições. A temática será “Mochilão, Caronas e Lugares Inusitados”, inspirada no livro On The Road, de Jack Kerouac. Nessa edição Rodrigo contou com a colaboração de Gabriela Titon que o ajudou a organizar o conteúdo, além de amigos que contribuíram com diversos materiais, pois, além dos quadrinhos, a publicação terá fotografias, contos e poemas ilustrados, uma Hq e arte digital. Mas os destaques serão as entrevistas com o jornalista viajante Leandro Taques e com o músico Renato Ladeira, da lendária banda A Bolha. “Desta vez as pessoas se convidaram pra participar, significa que o projeto Sindromina ganhou alguma notoriedade”. Esta edição será lançada dia 11 de dezembro, no Bar El Pancho (em Pato Branco), ao som do bom e velho rock'n roll da banda Jardim Elétrico.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Beds Are Burning: Rock em prol do clima

Artistas em prol do combate ao aquecimento global gravaram essa versão de "Beds are Burning", clássico do Midnight Oil, para a campanha TckTckTck, projeto de ativismo livre da Campanha Global para a Ação Climática (Global Campaign for Climate Action – AGAC. O projeto busca exigir acordos eficazes durante a Cúpula do Clima, que será realizada no dia 09 de dezembro em Copenhaguem, Dinamarca.

Scorpions e Duran Duran participam do vídeo...



Fonte: Vivo Verde

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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

AC/DC no Brasil

Daqui a algumas horas o estádio do Morumbi vai ser sacudido pela banda mais escarrada do mundo. Eu não vou estar lá, pena, maldita falta de grana. O AC/DC é uma das bandas que mais leva seguidores para o universo Rock n´Roll. Uma banda básica. Esse termo eu eu ouvi de especialistas no assunto em um dos Poeiracasts; Básica não por ser simples, mas por ter sido a banda que iniciou muitos guris e gurias na música pesada, no meu caso eles foram uma das primeiras. Conferir o show do AC/DC (e acompanhar o trabalho da banda) vale a pena por vários motivos, alguns bem óbvios, vou citar alguns.


Os australianos fazem parte do Hall de dinossauros do rock ainda na ativa depois de décadas de carreira. A gangue dos irmãos Young continua a todo vapor, e com uma vitalidade e atitude (fundamental pra fazer rock!!) de dar inveja a muitas bandinhas atuais de travestidas com cachecois. Angus Young, com suas loucuras no palco, sozinho já vale por uns cinco...bom, não tem como comparar, mas quem me conhece já sabe o nome de pelo menos uns três para colocar nessas reticências.

Apesar de ter um som repetitivo, a banda foi responsável por pelo menos três dos melhores álbuns de rock de todos os tempos, Highway to Hell (1979), Back in Black (1980) e High Voltage (1976). Outros álbuns também valem ser conferidos como For Those About to Rock (We Salute You)(1981) e Powerage (1978), mas pra mim os três ali em cima são a santíssima trindade da banda.

O AC/DC é também um dos poucos grupos que conseguiu manter o mesmo sucesso (até maior em alguns momentos) após a saída de seu vocalista, no caso, após a morte de Bon Scott, em 1980, por sufocamento com o próprio vômito, em decorrência de um coma alcoólico. Scott que havia imortalizado sua voz no maior clássico dos caras, Highway to Hell, um ano antes.


A morte de Scott aconteceu no momento de maior sucesso da banda. Sem decepcionar os fãs o substituto, Brian Johnson, colocou sua voz no disco de rock pesado mais vendido da história, Back in Black, mantendo a banda no topo após a grande tragédia. Back in Black foi a melhor forma de homenagear o companheiro falecido, por quem os "sinos do inferno" dobram logo no início do trabalho.

Pra quem vai ver, bom show, tenho certeza que vai ser um grande espetáculo (só os canhões em For Those About to Rock já são de arrepiar), eu vou ficar aqui, imaginando ehhe...

...e o Metallica vêm aí!!




AC/DC ao vivo no Monsters of Rock, Moscou, 1991.

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domingo, 1 de novembro de 2009

Matriz São Pedro Apóstolo: Uma História que o Povo Construiu

O Documentário Matriz São Pedro Apóstolo foi produzido por acadêmicos do 4º Período (2º semestre de 2008) do curso de Jornalismo da FADEP, e foi finalista do Expocom Sul 2009 na categoria, Mostra competitiva do X Congresso de Ciências da Comunicação na Região Sul (Intercom Sul)realizado em Blumenau-SC.

Sinopse:
O documentário Matriz São Pedro Apóstolo, uma história que o povo construiu, apresenta a história da construção da Matriz São Pedro Apóstolo, localizada em Pato Branco, uma cidade do interior do Estado do Paraná. Até aí, nada de extraordinário, pois toda cidade de interior que se preze tem uma igreja na sua pacata praça central. No entanto, quando a história da Igreja representa o desenvolvimento e componentes culturais de uma cidade, presentes até hoje, temos, então, uma boa gama de relatos e material suficiente para compor um documentário. O fato é que homens e mulheres trabalharam por essa conquista. Cada pilar, cada parede, formam a estrutura da Matriz que, além de representar a fé, se tornou o símbolo do desenvolvimento, da religião e da cultura da cidade. Hoje a Igreja Matriz é o cartão postal de Pato Branco.




Ficha Técnica:

Direção Geral
Nelson Junior

Direção de Arte:
Alzira Silvério
Ediéli Maziero

Direção Musical:
Indianara Paes

Direção Fotográfica:
Claudia Bahls

Edição e Roteiro:
Aline Nichelle
Alzira Silvério
Claudia Bahls
Ediéli Maziero
Indianara Paes
Nelson Junior

Narração:
Claudia Bahls

Imagens:
Rodinei dos Santos
Fausto Rossi

Assistente de Produção:
Juliane Curioni

Trilhas Sonoras:
Regina Spektor
Madredeus
Luar de Lumbre

Edição de Imagens:
Indianara Paes
Rodinei dos Santos

Fundamentação teórica, Paper e sinopse
Jozieli Wolff

Profº Responsável
Gelson Barbosa

Banco de Imagens
Foto Rudi
Foto Líder
Foto José Dalmolin
Foto Osmar Macagnan
Tv Itapuã

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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

O Faroeste à Italiana de Giancarlo Rufatto



Como você sabe quando um artista atingiu sua maturidade criativa? – Algo que é construído durante anos de referencias acumuladas, treinamento e refinamento. Felizmente pude acompanhar esse processo com o bom amigo Gian. Foi com “O Homem da Casa” que caiu a ficha: “-Caralho, o Gian ta pronto!”


Logo depois ele apareceria com a “Hotel Avenida” – uma banda de Alt.Country. Esqueça os topetes e as franjas que nossos artistas “do campo” importaram dos análogos americanos, o alt.Country é um estilo de música que ganhou força nos anos 90, com artistas como a banda Whiskeytowne seu vocalista Ryan Adams - tem uma pegada e estética mais roqueira e “sem frescuras” com letras mais obscuras, longe dos fracos boleros da turma do nosso sertanejo. O estilo nunca pegou no Brasil (exceto pelo insuspeito fenômeno juvenil Malu Magalhães).


O recém lançado EP ao vivo pelo projeto acústico mundo livre FM é mais um passo rumo a essa consistência artística, apoiado na experiência e competência da banda de apoio que formava a veterana banda curitibana “OAEOZ”. As sete músicas têm uma unidade e qualidade excepcionais com destaque para “Zelo”, “Um centavo” e “Só o amor pode partir seus joelhos” – a versão para o clássico Kitsch “Nuvem de lágrimas” é a curiosidade do álbum.


Falando de amor deixando a pieguice de lado a Hotel Avenida está para as bandas Emo e Sertanejos Universitários assim como os filmes do nosso velho herói do “Western Spaghetti”, Clint Eastwood, estão para as comédias românticas e blockbusters americanos – Num mundo de metrossexuais e emos, um alivio para os machos sensíveis que ainda restam. (texto: Noah Mera)


Para baixar o Album, basta clicar na imagem.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Noite do LP


Na década de 70 o DJ ainda era chamado de sonoplasta.Na noite do LP, quem vai escolher as musicas é Marcos Macagnam, paraquedista e o mais famoso sonoplasta de Pato Branco, que já tocou em inúmeras festas da região.

Não interessa se hoje em dia é mais prático ouvir qualquer música no computador. Porque escutar “like a rolling stone” no vinil, com aquele chiado da agulha antes da música é um prazer atemporal. Por isso, essa festa é um evento raro.

A festa encerra o encontro da geração anos 70 em Pato Branco, cuja organização está sendo realizada por alguns dos caras que fizeram história neste chão, como o fotógrafo Rudi Bodanese. Este evento promete muito rock’n'roll, bebidas, discussões e principalmente nostalgia.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

YES: Rock Progressivo Além do Óbvio

Já faz alguns anos, uma loja de CD´s aqui em Pato Branco estava liquidando seu estoque; preços entre R$10 e R$ 20 reais. Garimpando no meio da liquidação apareceu um CD que me chamou atenção, tinha uma simples capa verde, com uma escrita psicodélica, "Close to the Edge – Yes". Legal, já tinha ouvido falar desses caras, na época (eu tinha 15) o pessoal da minha turma costumava definir rock progressivo em duas palavras: "Pink Floyd", e abaixo deles existiam outras coisas tipo..."Yes" eheheh...e um tal de Gênesis.

O CD tava R$ 10, alguma coisa me dizia pra levar, mas claro que não levei, pra quê né? Eu pirava ouvindo o Wish You Where Here achando que era a coisa mais bonita e genial do mundo (e verdadeiramente é, mas é apenas um dos álbuns mais bonitos), Yes não poderia ser tão bom quanto. Hoje, quando ouço “And You and I” me arrependo amargamente de não ter comprado aquela obra de arte vendida a preço de banana. E quando lembro que naquele dia comprei a trilha sonora do filme arquivo X tenho vontade me matar.

“Close to the Edge” é pra mim o melhor disco do Yes. São três músicas que resumem a característica de quase erudição do Rock Progressivo: “só o primeiro movimento, também intitulado Close to The Edge, e subdividido em quatro partes temáticas, é mais ou menos uma recriação livre e rapsódica (ou seja, disposto em trechos interdependentes ou não) do que seria a forma-sonata, típica da música erudita.” (Blog 1001 álbuns you Must Hear Before you Died Project).

A segunda faixa do disco, “And you and I” é fantástica, a música é dividida em quatro partes. Na segundo parte, “Eclipse”, a fluência do violão de doze cordas com o Mellotron cria uma melodia emocionante, soma da genialidade de Rick Wakeman e Steve Howe. “The Preacher, The Teacher”, terceira parte, é outro trecho marcante da canção, onde Jon Anderson prova sua habilidade como vocalista.

“Siberian Khatru” fecha o trabalho que já estaria completo só com suas duas primeiras faixas.

Minha experiência com o “Close to the Edge” serviu de lição, é sempre bom escapar do óbvio. Só depois fui descobrir com detalhes coisas como “o tal” do Gênesis, Frank Zappa, Gentle Giant e Van der Graff Generator, outros que fizeram coisas geniais e bonitas.




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quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Entre chuteiras e bengalas

A posição de ter que torcer por algum time foi mais uma das quais anulei na infância. Tal opção perdura até hoje e creio que assim continuará - e os motivos não cabem aqui. O Brasil é o país do futebol e dos times idosos: hoje, dia 16 de setembro, o Grêmio faz 106 anos; no dia 12 de outubro, o Coritiba irá comemorar o seu centenário. Vale postar essa matéria que fiz para os 95 anos do Palmeiras, comemorados em agosto desse ano. Aqui ficam os meus parabéns, aos senhores de bengalas.



Posso perder minha mulher minha mãe desde que eu tenha o meu PALMEIRAS!


Quando Arnaldo Batista, Sérgio Dias e Rita Lee escreveram e musicaram os versos de “Posso Perder Minha Mulher, Minha Mãe, Desde Que Eu Tenha o Meu Rock And Roll”, certamente não imaginaram que a frase viria a calhar no meio de uma entrevista sobre times de futebol e, ainda, que o Rock and Roll em questão daria lugar para o Palmeiras. Tal adaptação pode parecer sandice, ou até mesmo injuria para alguns. Mas assim como existem aqueles apaixonados por música, há aqueles apaixonados por literatura, dança, teatro, cinema e futebol – nada fora do comum, ainda mais quando se vive num país intitulado como sendo “o país do futebol”. É a pluralidade cultural que bate a porta; aceitá-la e convidá-la para entrar é fundamental para viver em harmonia: voála, eis a receita para viver em sociedade.


Por trás dos óculos e do ar sério está um jovem “apaixonado pelo Palmeiras”, como ele próprio se define. Vinicius Augusto Muceno é apenas mais um entre tantos jovens brasileiros que trazem no peito a paixão por algum time de futebol desde a infância. Ele, que tem 24 anos, torce pelo Palmeiras desde 1992: “quando eu tinha sete anos, passei a torcer pelo time ao assistir uma partida contra o Vitória”, conta. Mas foi no ano seguinte que a paixão começou. “Em 1993 o Palmeiras conquistou pela segunda vez o Campeonato Paulista e, também, o Brasileirão, com jogadores como Edmundo, Edílson, Evair, Zinho e Vanderlei Luxemburgo como técnico”, justifica Vinicius, todo orgulhoso.


Por que o Palmeiras?


“A principal característica do Palmeiras é a raça, pois ele é um time que não se entrega fácil”. É por essas e outras que Vinicius escolheu o time paulistano para torcer. E quando indagado sobre o motivo de não optar por um time paranaense, Vinicius tem a resposta na ponta da língua: “na época em que comecei a torcer pelo Palmeiras, ali na década de 90, os times de expressão que existiam no cenário nacional eram os dos estados do Rio de Janeiro e São Paulo”, explica o torcedor paciente, para a quase-jornalista-totalmente-desentendida-de-futebol.


Nessas quase duas décadas em que torce pelo time, Vinicius destaca a semifinal da Copa Libertadores da América de 1999, como sendo a partida mais emocionante do Palmeiras. “O Palmeiras jogou contra o Corinthians, a partida foi para os pênaltis e o ‘santo’ Marcos pegou o pênalti do Marcelinho Carioca”, salienta eufórico. Na ocasião, com o placar final de 4x2, o Palmeiras se classificou para a final contra o Deportivo Cali, no qual foi Campeão da Libertadores daquele ano. “Jogar contra o Corinthians dá à partida um clima tenso. Mas vencer dele tem sempre um gosto especial”, satiriza o fiel torcedor.


O rapaz sério e um tanto tímido do início da entrevista, deu lugar a um Vinicius desbocado e sorridente, que em poucos minutos teve uma sessão gratuita de nostalgia palmeirense. No entanto, esse sorriso não veio de graça, foram necessários 95 anos de história e uma bagagem repleta de títulos para que ele tomasse o rosto de tantos outros Vinicius espalhados pelo Brasil. “Eu alugaria a minha mãe para assistir uma partida do Palmeiras”, risos.



Texto: Jozieli Wolff