quinta-feira, 29 de outubro de 2009
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
O Faroeste à Italiana de Giancarlo Rufatto

Logo depois ele apareceria com a “Hotel Avenida” – uma banda de Alt.Country. Esqueça os topetes e as franjas que nossos artistas “do campo” importaram dos análogos americanos, o alt.Country é um estilo de música que ganhou força nos anos 90, com artistas como a banda Whiskeytowne seu vocalista Ryan Adams - tem uma pegada e estética mais roqueira e “sem frescuras” com letras mais obscuras, longe dos fracos boleros da turma do nosso sertanejo. O estilo nunca pegou no Brasil (exceto pelo insuspeito fenômeno juvenil Malu Magalhães).
O recém lançado EP ao vivo pelo projeto acústico mundo livre FM é mais um passo rumo a essa consistência artística, apoiado na experiência e competência da banda de apoio que formava a veterana banda curitibana “OAEOZ”. As sete músicas têm uma unidade e qualidade excepcionais com destaque para “Zelo”, “Um centavo” e “Só o amor pode partir seus joelhos” – a versão para o clássico Kitsch “Nuvem de lágrimas” é a curiosidade do álbum.
Falando de amor deixando a pieguice de lado a Hotel Avenida está para as bandas Emo e Sertanejos Universitários assim como os filmes do nosso velho herói do “Western Spaghetti”, Clint Eastwood, estão para as comédias românticas e blockbusters americanos – Num mundo de metrossexuais e emos, um alivio para os machos sensíveis que ainda restam. (texto: Noah Mera)
Para baixar o Album, basta clicar na imagem.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Noite do LP

Não interessa se hoje em dia é mais prático ouvir qualquer música no computador. Porque escutar “like a rolling stone” no vinil, com aquele chiado da agulha antes da música é um prazer atemporal. Por isso, essa festa é um evento raro.
A festa encerra o encontro da geração anos 70 em Pato Branco, cuja organização está sendo realizada por alguns dos caras que fizeram história neste chão, como o fotógrafo Rudi Bodanese. Este evento promete muito rock’n'roll, bebidas, discussões e principalmente nostalgia.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
YES: Rock Progressivo Além do Óbvio

O CD tava R$ 10, alguma coisa me dizia pra levar, mas claro que não levei, pra quê né? Eu pirava ouvindo o Wish You Where Here achando que era a coisa mais bonita e genial do mundo (e verdadeiramente é, mas é apenas um dos álbuns mais bonitos), Yes não poderia ser tão bom quanto. Hoje, quando ouço “And You and I” me arrependo amargamente de não ter comprado aquela obra de arte vendida a preço de banana. E quando lembro que naquele dia comprei a trilha sonora do filme arquivo X tenho vontade me matar.“Close to the Edge” é pra mim o melhor disco do Yes. São três músicas que resumem a característica de quase erudição do Rock Progressivo: “só o primeiro movimento, também intitulado Close to The Edge, e subdividido em quatro partes temáticas, é mais ou menos uma recriação livre e rapsódica (ou seja, disposto em trechos interdependentes ou não) do que seria a forma-sonata, típica da música erudita.” (Blog 1001 álbuns you Must Hear Before you Died Project).
A segunda faixa do disco, “And you and I” é fantástica, a música é dividida em quatro partes. Na segundo parte, “Eclipse”, a fluência do violão de doze cordas com o Mellotron cria uma melodia emocionante, soma da genialidade de Rick Wakeman e Steve Howe. “The Preacher, The Teacher”, terceira parte, é outro trecho marcante da canção, onde Jon Anderson prova sua habilidade como vocalista.
“Siberian Khatru” fecha o trabalho que já estaria completo só com suas duas primeiras faixas.
Minha experiência com o “Close to the Edge” serviu de lição, é sempre bom escapar do óbvio. Só depois fui descobrir com detalhes coisas como “o tal” do Gênesis, Frank Zappa, Gentle Giant e Van der Graff Generator, outros que fizeram coisas geniais e bonitas.
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quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Entre chuteiras e bengalas
Posso perder minha mulher minha mãe desde que eu tenha o meu PALMEIRAS!
Quando Arnaldo Batista, Sérgio Dias e Rita Lee escreveram e musicaram os versos de “Posso Perder Minha Mulher, Minha Mãe, Desde Que Eu Tenha o Meu Rock And Roll”, certamente não imaginaram que a frase viria a calhar no meio de uma entrevista sobre times de futebol e, ainda, que o Rock and Roll em questão daria lugar para o Palmeiras. Tal adaptação pode parecer sandice, ou até mesmo injuria para alguns. Mas assim como existem aqueles apaixonados por música, há aqueles apaixonados por literatura, dança, teatro, cinema e futebol – nada fora do comum, ainda mais quando se vive num país intitulado como sendo “o país do futebol”. É a pluralidade cultural que bate a porta; aceitá-la e convidá-la para entrar é fundamental para viver em harmonia: voála, eis a receita para viver em sociedade.
Por trás dos óculos e do ar sério está um jovem “apaixonado pelo Palmeiras”, como ele próprio se define. Vinicius Augusto Muceno é apenas mais um entre tantos jovens brasileiros que trazem no peito a paixão por algum time de futebol desde a infância. Ele, que tem 24 anos, torce pelo Palmeiras desde 1992: “quando eu tinha sete anos, passei a torcer pelo time ao assistir uma partida contra o Vitória”, conta. Mas foi no ano seguinte que a paixão começou. “Em 1993 o Palmeiras conquistou pela segunda vez o Campeonato Paulista e, também, o Brasileirão, com jogadores como Edmundo, Edílson, Evair, Zinho e Vanderlei Luxemburgo como técnico”, justifica Vinicius, todo orgulhoso.
Por que o Palmeiras?
“A principal característica do Palmeiras é a raça, pois ele é um time que não se entrega fácil”. É por essas e outras que Vinicius escolheu o time paulistano para torcer. E quando indagado sobre o motivo de não optar por um time paranaense, Vinicius tem a resposta na ponta da língua: “na época em que comecei a torcer pelo Palmeiras, ali na década de 90, os times de expressão que existiam no cenário nacional eram os dos estados do Rio de Janeiro e São Paulo”, explica o torcedor paciente, para a quase-jornalista-totalmente-desentendida-de-futebol.
Nessas quase duas décadas em que torce pelo time, Vinicius destaca a semifinal da Copa Libertadores da América de 1999, como sendo a partida mais emocionante do Palmeiras. “O Palmeiras jogou contra o Corinthians, a partida foi para os pênaltis e o ‘santo’ Marcos pegou o pênalti do Marcelinho Carioca”, salienta eufórico. Na ocasião, com o placar final de 4x2, o Palmeiras se classificou para a final contra o Deportivo Cali, no qual foi Campeão da Libertadores daquele ano. “Jogar contra o Corinthians dá à partida um clima tenso. Mas vencer dele tem sempre um gosto especial”, satiriza o fiel torcedor.
O rapaz sério e um tanto tímido do início da entrevista, deu lugar a um Vinicius desbocado e sorridente, que em poucos minutos teve uma sessão gratuita de nostalgia palmeirense. No entanto, esse sorriso não veio de graça, foram necessários 95 anos de história e uma bagagem repleta de títulos para que ele tomasse o rosto de tantos outros Vinicius espalhados pelo Brasil. “Eu alugaria a minha mãe para assistir uma partida do Palmeiras”, risos.
Texto: Jozieli Wolff
domingo, 13 de setembro de 2009
Modelo de brechó
A fanzine Sindromina é a revista mais estranha que uma banca pode possuir: A primeira edição (2007) contém quadrinhos e poemas. A segunda edição(2008) ficou mais gorda e possui quadrinhos, poemas, contos e xilogravura. Entretanto, a terceira edição vai ser maior ainda, contém até Moda.
Na foto, Cleverson Moura – que dificilmente conseguiria ser modelo profissional – veste roupas usadas da Belo brechó e a camiseta da fanzine.
Foram vendidas cerca de cem camisetas Sindromina com a estampa de uma tênia tocando gaita de boca (alusão ao sentimento de tristeza de ser uma solitária, pois estaria tocando um velho blues, sozinha).
Mais fotos no patopolis.com
terça-feira, 1 de setembro de 2009
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Chumbo dirigível e On the Road na festa Ultimato

As duas bandas já foram contratadas: Chumbo Dirigível, de Francisco Beltrão, com anos de estrada, e On The Road, de Coronel Vivida, formada recentemente mas com músicos experientes (Gustavo Perizzolo e Luiz Carlos Filho).
Além das bandas, há vodka na faixa até 01:00 e distribuição de outras bebidas.
Informações sobre a chumbo no site e myspace da banda
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Morre Les Paul, o Inventor da Guitarra Elétrica

Além da guitarra, Les Paul inventou também o processo de gravação multicanal, tornando-se assim responsável por duas grandes revoluções na história da música.
Desde 2006 o inventor vinha se tratando de problemas respitratórias, uma grave pneumonia levou Les paul, aos 94 anos. O americano era também músico e nos anos cinquenta colocou alguns sucessos nas paradas, ao lado de sua ex-mulher Mary Ford. Les Paul atuou como músico até os 90 anos.
O modelo de guitarra que levou o nome do inventor (Gibson Les Paul) ficou imortalizada nas mãos de grandes nomes do Rock como Jimmy Page, Ace Frehley e Slash.
No vídeo abaixo, Paul e Mary Ford apresentam um número utilizando a clássica guitarra.
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terça-feira, 11 de agosto de 2009
Tango ou Mambo
Esse é um video da noite que uma das mais criativas bandas desse chão - Tango ou Mambo - se apresentou no evento organizado pela Le Socian no teatro Naura Rigon, em Pato Branco.
O video foi gravado no escuro, quase não dá para ver nada. Mas o som compensa.
